O prémio reconhece figuras de destaque na promoção da cultura africana através da literatura, arte e criatividade africana.

A distinção vem reforçar a relevância do percurso literário da autora, amplamente conhecida pela profundidade com que aborda questões sociais e culturais nas suas obras.

A cerimónia posiciona-se como uma das plataformas de maior projecção no reconhecimento cultural africano, celebrando talentos que transforma ideias em legado e que inspiram novas gerações.

Paulina Chiziane nasceu em Manjacaze, Moçambique, em 1955. Estudou Linguística em Maputo, mas não concluiu o curso. Ficcionista, publicou vários contos na imprensa (Domingo, na «Página Literária», e na revista Tempo).

Publicou o seu primeiro romance, Balada de Amor ao Vento, depois da independência (1990), que é também o primeiro romance de uma mulher moçambicana. Ventos do Apocalipse, concluído em 1991, saiu em Maputo em 1995 como edição da autora e foi publicado pela Caminho em 1999. O Sétimo Juramento e Niketche foram publicados em Portugal em 2000 e 2002, respetivamente. Afirma: «Dizem que sou romancista e que fui a primeira mulher moçambicana a escrever um romance, mas eu afirmo: sou contadora de estórias e não romancista.

Em 2014, foi agraciada pelo Estado português com o grau de Grande Oficial da Ordem Infante D. Henrique. Em 2021, recebeu o mais prestigiado galardão das letras lusófonas, o Prémio Camões.