A apresentação da obra estará a cargo do poeta e escritor Rudêncio Morais, contando ainda com comentários do escritor Mélio Tinga.

Na obra, o autor reúne alguns poemas originalmente publicados na Rádio Moçambique e outros apresentados pela primeira vez em formato de livro. Através de uma escrita enraizada na memória, na identidade e na ancestralidade, os versos conduzem o leitor por um percurso de celebração da história, da cultura e do património moçambicano.

Com particular enfoque no povo da Dinastia Makombe, presta homenagem às raízes africanas, evocando figuras marcantes que influenciaram a trajectória do autor e exaltando os valores do pan-africanismo, da resistência e da liberdade. É, igualmente, um tributo aos inúmeros homens e mulheres que, muitas vezes de forma anónima, contribuíram para a luta de libertação e para a construção de um Moçambique independente.

Trata-se de um livro de poesia que preserva memórias, resgata identidades e reafirma a ligação entre o passado, o presente e o futuro, convidando o leitor a revisitar as suas raízes e a reconhecer a força da herança africana.

Sobre o autor
Chido-Che-Moyo (pseudónimo de Olavo Alberto Deniasse), nasceu em 1967, em Chôa, distrito de Báruè, província de Manica. É licenciado e mestre em Ensino de Química pela então Universidade Pedagógica e possui formação média em Geologia pelo Instituto Médio de Geologia e Minas de Moatize, na província de Tete.

Ao longo da sua carreira, desempenhou diversas funções de relevo nos sectores da educação e dos recursos minerais. É autor e coautor de vários artigos científicos sobre mineração artesanal e gestão de conflitos mineiros.

É doutorando em Inovação Educativa pelaa Universidade Católica, tendo como tema para tese o contributo do sector da educação para a resolução dos problemas da mineração artesanal em Moçambique.