Os outros 9 finalistas seleccionados são: Aldo Mondulai, Arnaldo Tembe, Chaponda Marcos, Elton Cumbi, Elton Mahumane, Ericson Sembua, Gilberto Quefaz, Gonçalves Nhauando e Neyd Amadeu.

Irene Mafalacusser, da Cidade de Maputo, é a primeira mulher a conquistar o Prémio Literário Carlos Morgado, instituído há quatro anos pela Fundação Carlos Morgado e Catalogus. Como vencedora ela recebe o correspondente a 50.000 MZN (cinquenta mil meticais) de prémio. 

Os  restantes finalistas recebem, cada um, um certificado de participação, um conjunto de livros de autores moçambicanos no valor de 2.500 MZN e cinco exemplares da coletânea Novas Vozes, Novas Estórias 2026, igualmente avaliados em 2.500 MZN, perfazendo um prémio total de 5 000 MZN (cinco mil meticais) por finalista.

Todos os 10 contos dos autores vencedores serão publicados em livro, na prestigiada colectânea “Novas Vozes, Novas Estórias”, edição de 2026, que apresenta ao mundo estás promessas da literatura moçambicana.

Entre os 196 textos submetidos por concorrentes de diferentes pontos do país, 117 foram apurados e seguiram para a fase de avaliação. Destes, 30 foram seleccionados como semi-finalistas de onde saíram os últimos finalistas e a vencedora . 

O júri da edição de 2026 foi constituído por Aissa Mithá (bibliotecária), Bento Baloi (escritor) e Marina Morgado (Presidente da Mesa da Assembleia-Geral da Associação dos Escritores Moçambicanos), responsáveis pela avaliação e seleção dos textos.

As candidaturas foram recebidas de diversas províncias do país, nomeadamente Cabo Delgado, Inhambane, Manica, Maputo Cidade, Maputo Província, Nampula, Niassa, Sofala e Tete, demonstrando o alcance nacional da iniciativa.

Nas edições anteriores, o prémio distinguiu Francisco Panguana Júnior, autor de “A Ilegítima Defesa de Adão” (2023); Alfoi Renato Bernardo Firme, da província da Zambézia, autor de “O Transportador de Universos e as Lamúrias de Akbar” (2024); e Alex Alexandre Gujamo, da província de Inhambane, com “Estamos em Silêncios Divinos” (2025).

O Prémio Literário Carlos Morgado, instituído pela Fundação Carlos Morgado e organizado pela Catalogus, foi criado com o objetivo de incentivar a produção literária e descobrir novas vozes da literatura moçambicana.