Organizado pela Catalogus, em parceria com a Embaixada da Espanha em Maputo,
o festival decorre até ao próximo sábado em diferentes espaços das cidades de
Maputo e Matola, reunindo artistas, académicos, investigadores, activistas e o
público em geral para um conjunto de exposições, conversas, oficinas e visitas
guiadas.
Na cerimónia de abertura, o Director Executivo da Catalogus, Mélio Tinga,
destacou o significado especial desta edição, que coincide com a celebração dos
cinco anos da organização.
“Para nós esta é uma edição muito especial porque coincide com a celebração dos
cinco anos da Catalogus”, afirmou, recordando que a instituição nasceu como “uma
espécie de laboratório” voltado para a criação de ideias capazes de aproximar a
literatura de novos públicos e mercados.
Segundo Tinga, o festival representa uma aposta no futuro das cidades e na
capacidade da cultura de contribuir para a transformação social.
“Fazemos o CIDADE NAS MÃOS porque acreditamos genuinamente na mudança e
num futuro em que podemos participar”, declarou.
O responsável sublinhou ainda que o investimento na cultura e na educação
constitui uma demonstração de confiança no futuro e um compromisso com
processos de longo prazo. “Pensar e investir na cultura é também um gesto
altruísta, porque não se pode fazer um festival cultural apenas a pensar em si
mesmo. É preciso estar no lugar, na voz, no corpo e no coração do outro”, afirmou.
Por sua vez, a Embaixadora da Espanha em Moçambique, Teresa Orjales, destacou
a continuidade da parceria entre a Cooperação Espanhola e a Catalogus,
sublinhando que a realização da segunda edição consolida uma plataforma de
cooperação cultural entre os dois países.
“Depois da boa experiência da primeira edição do Festival Cidade nas Mãos,
decidimos juntamente com a Catalogus dar continuidade ao festival com a
realização da sua segunda edição como forma de estabelecer uma marca da
cooperação cultural entre os nossos países”, afirmou.
A diplomata referiu que o festival procura estimular a reflexão sobre os espaços
urbanos e os desafios da sustentabilidade através da arte e da cultura.
“Com este festival pretendemos continuar a reflectir sobre os espaços que
habitamos, sobre soluções sustentáveis para o futuro das nossas cidades e sobre
as formas como a cultura lhes atribui significado através de debates, conversas,
imagens, música e todas as formas de expressão artística”, declarou.
Teresa Orjales destacou igualmente uma das principais novidades desta edição: a
extensão da programação à cidade da Matola.
“Esta edição traz uma grande novidade que é a viagem à cidade da Matola para
ocupar novos espaços e oferecer ao público uma nova experiência de encontros,
diálogos, conhecimento e expressão artística”, referiu.
Sob o lema de repensar a cidade a partir de múltiplos olhares, o Festival CIDADE
NAS MÃOS propõe uma programação itinerante que explora questões ligadas à
cultura, ao clima, à tecnologia e à arquitectura, promovendo o diálogo entre
diferentes saberes e experiências urbanas.
A programação da segunda edição inclui ainda uma forte componente formativa,
com workshops, palestras e visitas guiadas destinadas a estudantes e jovens,
reforçando o compromisso do festival com a educação cultural e a construção de
novas formas de pensar e habitar as cidades.
A abertura oficial foi antecedida pela inauguração da exposição fotográfica “Asas
Urbanas”, do fotógrafo Adelium Castelo, que integra a programação artística do
festival.



