A escolha da data reforça o carácter simbólico e reflexivo da obra, que propõe uma leitura crítica sobre o continente africano, explorando as suas contradições históricas, sociais e humanas.
Na obra, o autor apresenta África como um espaço marcado por dualidades, onde coexistem esperança e sofrimento, resistência e abandono, crescimento e exclusão.
Com uma escrita de forte intensidade poética e tom interventivo, Dalton Alfândega aborda temas como pobreza, desigualdade social, corrupção, exploração e conflitos, sem deixar de destacar a capacidade de resiliência dos povos africanos perante os desafios do quotidiano.
A obra assume-se como um testemunho literário e humano, transformando a palavra em instrumento de consciência crítica e convidando o leitor a reflectir sobre a realidade africana e o seu futuro.
Sobre o autor
Natural de Moatize, província de Tete, Dalton Alfândega é professor e licenciando em Ensino de Geografia. Apesar de se estrear agora em livro, já participou em várias antologias nacionais e internacionais, afirmando-se gradualmente como uma das vozes emergentes da literatura moçambicana contemporânea.
Com este lançamento, Dalton Alfândega reforça o seu compromisso com uma literatura de intervenção social e cultural, contribuindo para o debate sobre a identidade africana, os desafios do continente e as possibilidades de transformação social através da escrita.



