A iniciativa visa criar uma colectânea que homenageia a escritora através de vozes de mulheres moçambicanas que se inspiram na sua obra, celebrando a sua coragem e a sua contribuição para a literatura e para a luta pela independência de Moçambique.

Segundo o documento divulgado pela Associação dos Escritores Moçambicanos (AEMO), os textos devem ser de poesia e prosa, ser originais e submetidos em formato Word, até às 23h59 do dia 30 de junho de 2026.

Noémia de Sousa (Carolina Noémia Abranches de Sousa) nasceu a 20 de Setembro de 1926, em Maputo, no distrito de Catembe, em Moçambique. Em 1951, exilou-se em Lisboa, devido a perseguições políticas. Nessa altura, já tinha produzido a sua obra poética, reunida mais tarde, em 2001, no livro Sangue Negro.

Conhecida como a “mãe dos poetas moçambicanos”, faleceu a 4 de Dezembro de 2002, em Portugal. Produziu textos de teor nacionalista, caracterizados pela composição em versos livres. Neles, prevalece a voz feminina e negra, a qual se empenha em destacar a cultura africana; mas, também, mostrar os problemas sociais de Moçambique.